Chega aqui pertinho, diz que não quer que eu vá, que eu fico.
Foi com afinco que a vida toda não pude me deixar levar por tais suplícios.
O que havia eu de fazer, meus deveres, meu altar; nunca houve velocidade certa nos ponteiros!
Me empenhava quando se tratava das calúnias; passava eu a ignorar. Os ladrilhos não eram de diamantes, minha rua nem sequer me pertencia: os olhos devotos me tinham atravessada nas gargantas.Profundidade que dava pé, os joelhos no milho e a quina acinzentada me emendavam enquanto minhas próprias intenções falhavam em anular o ego do céu de boca.
Não havia chuva nem abrigo, e todo fragor me completava o peito de sustos pálidos. Ora bolas, era nessa época que o sorriso se abria inconsciente enquanto o brado ressonante mostrava-se afeiçoado; e por dentro era como a indiferença da mata: vai-te congelando os ossos até que peça, com instancia e humildade, que te deixem fazer parte de alguma bem-aventurança.
Outrora ,sentira tanto requinte, que não me dei por satisfeito. E seguia meu passado de mãos-dadas com a memória... enquanto era perdida a inocência, perdida.
Pois bem, tenho repleto conhecimento da desilusão que desencadeiam minhas palavras; e mesmo assim ouso implorar ... Quando remoto de minha presença; suspira, pede, chora, vai! Finge que assim não há pé nem cabeça, ou que há cabeça entre pés ; se arruína nas ruínas desse amor que nos mantém- ou apenas se mantém, a si mesmo e só.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
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